Pular para o conteúdo principal

A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER - MARCELO ARIEL


Ano passado encontrei Marcelo Ariel na Casa das Rosas, eu havia enviado um exemplar artesanal do meu livro - Cigarras no Apocalipse - onde publiquei um poema nosso "A esfinge na névoa". Marcelo disse que mandaria um livro para o projeto - 21 gramas. Nove meses depois nasce esta raridade composta por 2 poemas: Canto 1 e Canto 2, com apresentação do poeta Cláudio Willer e a tessitura de Bárbara Lia.

mais detalhes barbaralia@gmail.com



***

Dois pequenos fragmentos do belo texto de Cláudio Willer para A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER:

"Marcelo Ariel é dos mais inventivos e intelectualmente estimulantes dentre os novos poetas brasileiros. Ainda será feita a interpretação de maior fôlego que sua obra merece. Mas, desde já, cabe observar que, desde Tratado dos anjos afogados, esse “poeta de Cubatão”, “poeta do mangue”, como já foi chamado, mantendo-se fiel à origem, ao mesmo tempo comprova que a criação poética é encontro do particular e do geral; do regional e do universal."


(...)


"Em comum com o extraordinário poeta português, a fusão ou hibridação de objetos e seres vivos, a ruptura de limites das coisas e dos corpos, as imagens luminosas como “osso do oceano”. A segunda morte de Herberto Helder, mais que etapa, é prosseguimento do mesmo registro de encontros com a “poderosa presença entrando / pela porta”, metáfora da poesia, e a “beatitude louca / de respirar tudo”, metáfora da inspiração poética."


***
Registro as palavras do Marcelo sobre o fazer artesanal, este é o pensamento que nos assola quando nos atiramos em um projeto solo, incendiados de Poesia. Um belo livro que enriquece o meu projeto levado adiante nas asas de Pégasus. Evoé!!
"Tudo isso me lembra o movimento de poesia independente encabeçado por Cacaso, Ana C. e Armando Freitas Filho nos anos 70. Um Viva para Nós ! Se pensarmos em William Blake, na editora de Miss Woolf, na Editora Sabiá ( de Fernando Sabino) enfim as editoras de verdade são as artesanais, a coisa se profissionalizou ate a desfiguração."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Chá para as borboletas - O Livro da Infância

  Chá para as borboletas Janela - espelho meu. Fragrância de almíscar selvagem me violenta. Menino com aura violeta. Jovem com juba desgrenhada. Velocidade lenta. Garganta do poço este túnel cinza, onde trafego dias. Penso na infância, sombra dos eucaliptos, recanto secreto onde eu servia chá às borboletas. Chá para as Borboletas Bárbara Lia 21g/2010

21 gramas

POESIA - títulos dos livros de Bárbara Lia, confeccionados de forma artesanal: À sombra de um rio Adamare Barco de Lia no Rio de Cora Chá para as borboletas Cigarras no Apocalipse Noon Nebulosas no quintal Nyx Nua O rasurado azul de Paris O sorriso de Leonardo Para Camille com uma flor de pedra Réquiem Uma lua em teu ventre *** 

Réquiem

http://isaiasfaria.blogspot.com/ --> Abstrata O caminho abstrato leva às verdadeiras paisagens Há quem vá a Roma, sem ver Roma Há quem vá ao amor sem enxergar o amor Há quem venha a mim sem ver a mulher inteira e codificam os gestos e atiram ao vento meu nome Nunca me viram no real espelho além da carne dos olhos E eu não tenho a chave que abre as portas da minha alma. Bárbara Lia -Reunindo poesias para a próxima coleção - Ônix & Cereja - capa -foto do poeta Isaias de Faria - Réquiem - vai reunir poesias de dor e mágoa incluindo o longo poema - Réquiem - publicado na Revista - Ontem Choveu no Futuro - n° nada, editada pelo poeta Douglas Diegues e pela jornalista Cristina Livramento.